quarta-feira, 13 de julho de 2011
Lembranças
Na minha cabeça pairam memórias de encontros inesperados, conversas desinteressadas, dedicatórias promíscuas e viagens planeadas a dois. Pelo par errado. No fundo, nada do que guardei no sótão ficará lá para sempre. Há recordações que, mais dia, menos dia, têm de ser arejadas.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Alive
Pergunto-me se, tal como eu, ainda te lembrarás daquele dia de fim de Verão em que, em segredo, nos metemos num comboio que nos levaria a Lisboa. Tínhamos bilhetes para Pearl Jam. O concerto que naquela altura seria impensável perder.
Não te pergunto se te lembras de apenas um ou outro momento, mas sim se os consegues reviver. É que eu ainda posso sentir a brisa da beira Tejo a bater-me na cara e arrepiar-me, o palpitar do coração de cada vez que falávamos de nós e do futuro. As incertezas que me invadiam. O receio da nova fase que se aproximava a passos largos.
Depois de um dia ao ar livre e de um café inesquecível, fomos para o pavilhão Atlântico. Lá, entre milhares de pessoas, vibrámos com a banda sonora da nossa adolescência. E as nossas almas reencontraram-se, algo que não tinha acontecido nesse Verão. Cantámos, saltámos, suámos mais do que o previsto e sorrimos muito. Sentimos a Black e a Yellow Ledbetter. Ouvi a Betterman com a nostalgia de todo o nosso passado. Gritámos bem alto "I'm still alive" e a verdade é que estávamos. Nessa altura, apesar de todas as incertezas, ainda vivíamos num mar de rosas. Dois dias separados ainda nos pareciam uma eternidade. E os aeroportos estavam longe de ser uma segunda casa.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Pássaro viajante
O tempo esgota-se e as oportunidades esvaem-se. São dias que deslizam entre os dedos, horas que nos atraiçoam, minutos que ao contar já passaram. E chega a melancolia. Vêm os pensamentos obscuros, as noites sem estrelas e os dias nublados. Os sonhos concretizam-se hoje ou adiam-se indeterminadamente. As vontades respeitam-se e tornam-se realidade.
Um dia destes o futuro poderá ser o passado. Aquela ave branca levar-te-á no bico para te largar num ninho que não é o teu. E o que eu não dava para, a pouco e pouco, tornar aquele ninho estranho o teu lar.
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