Numa manhã de Março, depois de muito pensar, decidi finalmente criar um blog. Precisava de espaço. De um espaço meu, que eu pudesse construir aos poucos com palavras com mais ou menos sentido. Que eu pudesse ir decorando conforme o estado de espírito. Onde eu pudesse ouvir a minha música. Onde entrava quem eu queria. E onde quem entrava já não precisava de bater ou limpar os pés, entrava simplesmente, porque era da casa.
Aqui eu fui feliz. Deixei muito de mim. Partilhei grandes momentos de felicidade e grandes acontecimentos que mudaram a minha vida para sempre. Queixei-me da vida que levei, ou do que a vida me deu, nem sei bem. Mas no fundo, esta casa sempre foi a minha terapia. Foi aqui que sempre me senti reconfortada. E que sempre arranjei forças para viver o futuro.
Foi aqui que vivi um grande amor, nesta casa que construí também para ti. E como te mudaste, eu mudar-me-ei também. Não faz sentido continuar a minha história num sítio de ausência.
Estarei por aí, algures perdida no mundo. À procura do conforto de um lar.
