Aqui me confesso, eu que um dia mudei de casa e de vida e renasci Merlia.




terça-feira, 30 de junho de 2009

Homens vs cores

Por que é que insisto em tentar explicar a um homem que caqui e cizento são cores completamente diferentes, que fúcsia existe e que o azul não é só claro ou escuro? É que parece que sou uma louca visionária.

terça-feira, 9 de junho de 2009

De manhã.



- Adeus Shelly!


E lá vou eu, qual irmã da Barbie, num carro que devia ser rosa choque e que devia ser ser conduzido pela irmã mais velha que não existe. Amanha volto à minha casa. À das sanitas em miniatura e do quase microscópico rolo de papel higiénico.

sábado, 6 de junho de 2009

Uma "rica", por favor!


Hoje apetecia-me ter outra vez seis anos, ver a minha mãe sair apressada numa tarde alaranjada que seria sinónimo de brincadeira até à exaustão e gritar-lhe enquanto o barulho dos saltos ecoava pela casa e o perfume se espalhava:

- Mãe traz uma rica.
- O quê?
- Hoje pode ser pipocas. Mas não tragas normais, traz de morango ou chocolate.

E lá chegava ela com um pacote de pipocas para cada uma, que a senhora do bar lhe tinha guardado porque não tivera tempo de lá ir a horas e que só podíamos encetar depois de jantar. E o nosso dia estava feito, porque o pai tinha trazido um guarda-chuva de chocolate e tínhamos autorização para também comer, o que não acontecia sempre. Era ver a alegria com que nos deliciávamos com aqueles crocantes pedacinhos de magia, que nos faziam tão felizes. Não tínhamos medo da incerteza, sabíamos que no dia seguinte teríamos uma outra rica se nos portássemos bem e era isso que interessava: o justo quadradinho da ingenuidade adocicada, que se derretia nas mãos qual coração de manteiga e nos desenhava o sorriso inevitavelmente puro.



O que há de melhor para uma mulher deprimida do que um dia de compras? A resposta é essa: nada. Mas hoje nem isso me alegrou, quanto mais não seja porque só houve uma única coisa que berrou o meu nome. Mas mais tarde tive a certeza do que me falta: espaço para me expor. É isso. É que o sufoco está iminente.

terça-feira, 2 de junho de 2009




Amar é também querer agradar, fazer tudo para integrar a vida da outra pessoa ainda que ela não se aperceba e lutar pelo outro, mesmo que ele não o saiba. Porque são as atitudes que nos levam onde queremos.

Espécie de gravidez psicológica

Que alguém venha cá e me tire esta sensibilidade à flor da pele! É choro a ver televisão, filmes e artigos. É a ler mensagens, a ouvir algo mais sentido, a ver alguém que ame a ter um bom momento. Até já dei por mim a chorar por algo tão ridículo como um dia de anos, que ainda nem aconteceu. Arre que não há paciência! É que se não tivesse a certeza do contrário andava aqui com um nó no estômago a achar que estava grávida.