Escrevo uma carta para matar a saudade. Falo da vida, de sentimentos, planos e tantos sonhos que me (pre)enchem. Tento mostrar-te que estou próxima, tão próxima que podemos tocar o mesmo sítio. Podemos sentir o mesmo cheiro. Talvez tu até o consigas mais intensamente. É essa a vantagem das cartas, são mais do que meras letras conjugadas logicamente. Mas é sempre difícil acabá-la. É como uma nova despedida. E se custam as despedidas!
Quando lemos, se gostamos muito do texto, temos tendência a avançar sofregamente. No entanto, isso aproxima-nos do fim. E eu quero que o fim esteja longe. Seja o fim da página, que nos aproxima da seguinte a que não sei se quero chegar já, seja o fim do livro. Ainda temos de passar alguns capítulos. Estamos numa fase de impasse que ainda necessita de muitas ideias, muitas explicações, descobertas e outras que tais. No fim, o mau morre sempre, os que estiveram a mais fogem para longe sem voltar a dar sinais de vida e os príncipes ficam juntos e felizes para sempre. Não pode ser ridículo continuar a acreditar em estórias de encantar.
Quando lemos, se gostamos muito do texto, temos tendência a avançar sofregamente. No entanto, isso aproxima-nos do fim. E eu quero que o fim esteja longe. Seja o fim da página, que nos aproxima da seguinte a que não sei se quero chegar já, seja o fim do livro. Ainda temos de passar alguns capítulos. Estamos numa fase de impasse que ainda necessita de muitas ideias, muitas explicações, descobertas e outras que tais. No fim, o mau morre sempre, os que estiveram a mais fogem para longe sem voltar a dar sinais de vida e os príncipes ficam juntos e felizes para sempre. Não pode ser ridículo continuar a acreditar em estórias de encantar.
Nos desenhos animados
Eu já conheço o fim
O bem abre caminho
A golpe de espadachim
E o príncipe encantado
Volta sempre para mim
Quando chegar o final
Já podemos mudar de canal
Nos desenhos animados
É raro chover
E nunca, quase nunca acaba mal
By the power of Greyskull


