Aqui me confesso, eu que um dia mudei de casa e de vida e renasci Merlia.




sábado, 19 de setembro de 2009

Há uma voz que se entranha


Um pouco antes das sete da manhã de sábado, toca o telefone. Estranho. Ou não fosse um dia tão diferente na semelhança de tantos outros. Consigo levantar-me, depois de uma hora e pouco de sono, simplesmente porque o motivo tem o tamanho do mundo. E não me arrependo, nem do cansaço, nem do nó no estômago, nem do enjoo, nem mesmo do soluço aprisionado no peito. Apenas lamento tê-lo deixado escapar pela frincha que a porta entreaberta fazia adivinhar. Valeu a pena. E, mais tarde, quando a porta volta a teimar em abrir-se, começa bem baixinho uma voz quase que a sussurrar (ou talvez o soluço me tenha ensurdecido).






E funciona assim mesmo.



When you're down and troubled
And you need some loving care
And nothing, nothing is going right
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up even your darkest night

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