quinta-feira, 29 de outubro de 2009
O concerto (que será) da minha vida
Borboleta
E tu pensas que não mas tu és mesmo bom
A ser sempre quem és
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Luís Bernardo
Li por aí, um dia destes
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Partilha a dois
Costuma dizer-se e já o disse aqui, que o melhor e o pior fica sempre para nós. É por isso que já partilhei os sítios a que fui e hei-de continuar essa partilha, hei-de mostrar fotografias, falar das pessoas, do clima, do cansaço, da felicidade e de tudo o resto. Mas os beijos que trocámos, os abraços apaixonados, as ruas que percorremos ansiosamente de mão dada, as burrices proclamadas, os bancos em que sentámos, os sufocos silenciosos, as noites de gomas e séries, os hamburgueres de enfartamento e saudade, os palácios que nos abriram os portões, o salão onde tudo recomeçou, os sonhos realizados, as danças no meio da rua e as lágrimas reprimidas e largadas, isso ninguém nos tira. Só a nós pertence e nunca, mas nunca poderá ser traduzido em palavras, quanto mais partilhado por outros.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
There is no other way
Traição
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Porque hoje acordei assim
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Modo: stand by
Tudo tem um tempo certo para acontecer e ele perdeu a sua vez. Não sei se por cobardia ou por incapacidade masculina. O que é certo é que talvez tivessem tudo para dar certo se ele tivesse ido atrás de quem realmente gostava, em vez de se preocupar com apêndices que não trazem a verdadeira felicidade. É o erro de muitos homens (tantos!), que nos fazem sofrer desmesuradamente e na altura certa optam pela outra. Nós não nos conseguimos desligar e eles seguem a sua vida, que pode não ser feliz mas é confortável. Ela diz que demorou a desligar-se. Quando se tem de desligar e o amor permanece é difícil, por isso sempre nos disse para não nos agarrarmos de mais enquanto éramos novinhas. Com ela foi assim e superar foi provavelmente a pior prova por que passou.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Prolongamento
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Partituras
the eyes of a tragedy.
A diferença na igualdade
Quando tudo parou em ti
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Eu só queria
Queria que todos os jantares fossem barulhentos, que toda a gente tivesse alguém para passear de mão dada, que a vida fosse uma permanente película de um filme europeu, poder passar ao take seguinte só porque sim, desligar as câmaras e recolher-me ao sossego do lar. Só queria ter todos os dias o beijo lambuzado de uma criança, a leveza de um adolescente, a rotina de um adulto e a sabedoria de um velho. Queria passear na praia abandonada, recomeçar ao pé do mar, descontrair entre flores silvestres e reflectir entre livros poeirentos com páginas amareladas e já descoladas.
Queria todos os dias olhar pela janela aos quadradinhos e não querer sair, olhar para o espelho e ver o que sou, ver fotografias e poder regressar àquele momento. Queria dançar pela vida fora, numa incessante fuga do pano que se fecha, chutar recordações em direcção à baliza onde ficam guardadas ou criar uma banda sonora que reflectisse cada vivência e fosse intemporal. Só queria todos os dias merecer viver e ter consciência disso, não conhecer a insegurança e não saber o que significa solidão, aprender a perdoar quem merece e saber fazer essa distinção.
Queria que me ensinasses o caminho da felicidade, que o preenchêssemos de surpresas, que criássemos novos seres de que nos orgulhássemos e fossem ainda melhores do que nós, queria que envelhecêssemos lado a lado sem espinhos inultrapassáveis, sem rancores adormecidos, mágoas que se levantassem ou pensamentos que ofuscassem o olhar. Queria escrever história numa caligrafia de escola primária, que fizesses as ilustrações e no epílogo pudéssemos escrever que a missão estava cumprida.









