Costuma dizer-se e já o disse aqui, que o melhor e o pior fica sempre para nós. É por isso que já partilhei os sítios a que fui e hei-de continuar essa partilha, hei-de mostrar fotografias, falar das pessoas, do clima, do cansaço, da felicidade e de tudo o resto. Mas os beijos que trocámos, os abraços apaixonados, as ruas que percorremos ansiosamente de mão dada, as burrices proclamadas, os bancos em que sentámos, os sufocos silenciosos, as noites de gomas e séries, os hamburgueres de enfartamento e saudade, os palácios que nos abriram os portões, o salão onde tudo recomeçou, os sonhos realizados, as danças no meio da rua e as lágrimas reprimidas e largadas, isso ninguém nos tira. Só a nós pertence e nunca, mas nunca poderá ser traduzido em palavras, quanto mais partilhado por outros.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
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