Por vezes lembro-me das mensagens que enviava sem esperar resposta, num Dezembro alegre e frio. Lembro-me dos jantares e noites na Ribeira, que tinham de ser preenchidos com um pequeno texto que falava da voz ou do silêncio. Lembro-me de achar que do outro lado havia uma respiração sonolenta que não mudava com o som da fantasia. E da esperança que continuava a haver num futuro próximo, incerto e bonito. Dos receios recheados da quase certeza que a posição era a mesma e que portanto não havia mágoa plausível. Penso que foi mesmo assim. E depois igual. Tudo se repete como um ciclo vicioso sem explicação aparente e ao mesmo tempo tão facilmente explicável. Ressentimentos, para quê? Afinal somos ou não iguais?
Vejo o tempo que passou
Vejo o sangue que correu
Vejo a força que me deu
Quando tudo parou em ti
Quando tudo parou em ti


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