Das coisas boas da vida é saber que se é amado incondicionalmente. Não falo do amor apaixonado, que esse mais dia, menos dia pode ficar retido num passado que nem reconhecemos como nosso. Falo do amor verdadeiro, no de sangue ou no de uma amizade tão forte que será sempre relembrada carinhosamente no tempo, mesmo que o espaço físico se encarregue de nos afastar.
Noutro dia disseram-me que há certas coisas que têm de ser ditas, não basta serem sentidas. Com toda a razão. E eu que tenho tanta dificuldade em expressar emoções! Ainda hoje me é difícil admitir o que sinto, dizer que gosto, dar um abraço ou um beijo inesperado. É uma questão de feitio mas também um problema de vivências que não interessa desenvolver. Com o tempo, aprendi a expôr-me um pouco, dando mais de mim a quem gosto. E tem sido boa essa experiência, mesmo que apenas com três ou quatro pessoas. O ser humano é muito mais bonito quando se dá.
Num momento de tristeza calada, que só pressente quem ama, sabe bem de mais ter alguém que nos diz que somos uma das pessoas mais importantes da sua vida. Que espera que nunca nos afastemos e que o medo da perda é enorme. As lágrimas que me toldaram os olhos, impediram-me de dizer o mesmo. Mas como sentir não basta, como tu dizes, aqui te digo que o amor que sinto por ti é inquantificável. Daquele verdadeiro, que corre no sangue e se refugia debaixo da pele, a postos para sair a qualquer momento. É aquele que me faz deixar tudo para ir em teu auxílio, que me permite afagar-te as mágoas no regaço a qualquer hora do dia ou da noite, sem receio das consequências. Que só te quer ver e fazer feliz, implique isso o que implicar. Sem inveja, ciúme ou medo. Porque sabemos que, aconteça o que acontecer, teremos sempre um colo à nossa espera. A abarrotar daquele amor que, de tão grande, chega a doer.

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