Bem-vindo à terra da pseudo apatia! Aqui fala-se muito do estado do país sem que alguém o consiga mudar, encaminhar ou sequer melhorar. Todos discutem a legalização do casamento homossexual quando ninguém sabe ainda como manter um dito normal. No café todos apresentam soluções entre dois cigarros enquanto evitam pensar no que verdadeiramente atormenta.
No meu mundo a revolta vai para além da crise que vivemos. A crise começa de dentro para fora. Ou será de fora para dentro? Começa nas palavras ou na ausência delas, nos actos ou na sua falha, no excesso de proximidade ou no exagero da distância, na falta de verdade e na transparência da mentira. A crise vem de mansinho e sempre no momento em que tudo parece um conto de fadas. Assim dói mais, ou não? Instala-se como uma bactéria e contagia tudo à volta. Faz chorar e falar, chorar e descarregar ou pior, chorar e calar.
Um dia vou saber integrar-me no novo mundo, aprender a ouvir muito e nunca, mas nunca, ter cócegas na garganta. A cabeça vai percorrer milhas e a ponte que a unia à boca ruir. O peito estará em sobressalto mas já a estrada no sentido sul-norte estará encerrada para obras permanentes. E aí sim, serei uma Senhora. Sim, quero dizer Senhora. Terei o que é indubitavelmente meu. E serei dona de uma solidão exterior acompanhada da parceria interior que só é possível quando temos lábios de silêncio.
No meu mundo a revolta vai para além da crise que vivemos. A crise começa de dentro para fora. Ou será de fora para dentro? Começa nas palavras ou na ausência delas, nos actos ou na sua falha, no excesso de proximidade ou no exagero da distância, na falta de verdade e na transparência da mentira. A crise vem de mansinho e sempre no momento em que tudo parece um conto de fadas. Assim dói mais, ou não? Instala-se como uma bactéria e contagia tudo à volta. Faz chorar e falar, chorar e descarregar ou pior, chorar e calar.
Um dia vou saber integrar-me no novo mundo, aprender a ouvir muito e nunca, mas nunca, ter cócegas na garganta. A cabeça vai percorrer milhas e a ponte que a unia à boca ruir. O peito estará em sobressalto mas já a estrada no sentido sul-norte estará encerrada para obras permanentes. E aí sim, serei uma Senhora. Sim, quero dizer Senhora. Terei o que é indubitavelmente meu. E serei dona de uma solidão exterior acompanhada da parceria interior que só é possível quando temos lábios de silêncio.
La Salet

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