Há alturas em que me questiono sobre a importância da verdade. Não sou daquele tipo de pessoas que gosta de saber toda a verdade conseguindo conviver bem com ela. Sou daquelas que a prefere saber quando é de facto importante e nunca de uma forma dura e crua. A verdade dói de mais. Dói por tempo indeterminado. E o tempo indeterminado é sempre de mais.
Na cidade onde vivia conheceu uma estrangeira com a qual começou uma relação. Ainda que não tivessem espelhada a paixão que vemos nas histórias de encantar tinham uma relação bonita, de companheirismo, compreensão e até de cumplicidade – difícil de ver nos dias de hoje. Ela voltou para o seu país de Leste e ele permanece à beira-mar.
Noutro dia uma colega de curso dele veio cá para o rever. É mais bonita do que a loirinha, mais interessante e até está perto. Saíram os dois em direcção a uma noite de festa na praia.
E ele volta sozinho no dia seguinte, como se nada se tivesse passado. A amiga é só isso mesmo, a loirinha continua a ser a pseudo-namorada com quem ele se dá bem e os amigos permanecem imutáveis. Pergunta a M.
- Então conta lá, como é que foi mesmo a noite?
- Queres saber se fui para a cama com ela? Não, não fui! – Contrapõe ele.
- Não achas que devias arranjar uma miúda de perto? Não sei, acho que te sentes sempre um bocado carente e escusavas de fazer a outra sofrer. Se bem que ela nem sabe de nada… Não estarias melhor com a tua amiga de ontem?
- Oh M. as coisas não são bem assim.
E a conversa ficou por ali. Mais tarde, depois da verdade apurada, vem a saber-se que de facto não foram mais longe porque ela não quis.
Aqui se põe a questão inicial: é preferível a verdade de um deslize ou a mentira por uma relação sólida? Somos humanos, erramos. Não teremos todos o direito de ter uma falha? Há até quem fale na possibilidade de depois de uma traição (uma única!) se perceber realmente o que é importante, estabelecer prioridades até então diferentes e ter uma relação muito melhor. E eu acho possível. É tristíssimo ser traído. Mas se não temos a capacidade de perdoar não será preferível por uma vez ser enganado? Não será preferível um engano por uma vida feliz a uma verdade por uma vida de solidão, dúvida ou descontrolo?
Eu, que não sou fanática, a mentira em prol de uma vida feliz. Deixo toda a verdade para quem consegue perdoar e até esquecer. Talvez o tempo me faça ver a vida de outra forma. Até lá opto por sofrer o estritamente necessário até ter a superior capacidade de perdão.
Na cidade onde vivia conheceu uma estrangeira com a qual começou uma relação. Ainda que não tivessem espelhada a paixão que vemos nas histórias de encantar tinham uma relação bonita, de companheirismo, compreensão e até de cumplicidade – difícil de ver nos dias de hoje. Ela voltou para o seu país de Leste e ele permanece à beira-mar.
Noutro dia uma colega de curso dele veio cá para o rever. É mais bonita do que a loirinha, mais interessante e até está perto. Saíram os dois em direcção a uma noite de festa na praia.
E ele volta sozinho no dia seguinte, como se nada se tivesse passado. A amiga é só isso mesmo, a loirinha continua a ser a pseudo-namorada com quem ele se dá bem e os amigos permanecem imutáveis. Pergunta a M.
- Então conta lá, como é que foi mesmo a noite?
- Queres saber se fui para a cama com ela? Não, não fui! – Contrapõe ele.
- Não achas que devias arranjar uma miúda de perto? Não sei, acho que te sentes sempre um bocado carente e escusavas de fazer a outra sofrer. Se bem que ela nem sabe de nada… Não estarias melhor com a tua amiga de ontem?
- Oh M. as coisas não são bem assim.
E a conversa ficou por ali. Mais tarde, depois da verdade apurada, vem a saber-se que de facto não foram mais longe porque ela não quis.
Aqui se põe a questão inicial: é preferível a verdade de um deslize ou a mentira por uma relação sólida? Somos humanos, erramos. Não teremos todos o direito de ter uma falha? Há até quem fale na possibilidade de depois de uma traição (uma única!) se perceber realmente o que é importante, estabelecer prioridades até então diferentes e ter uma relação muito melhor. E eu acho possível. É tristíssimo ser traído. Mas se não temos a capacidade de perdoar não será preferível por uma vez ser enganado? Não será preferível um engano por uma vida feliz a uma verdade por uma vida de solidão, dúvida ou descontrolo?
Eu, que não sou fanática, a mentira em prol de uma vida feliz. Deixo toda a verdade para quem consegue perdoar e até esquecer. Talvez o tempo me faça ver a vida de outra forma. Até lá opto por sofrer o estritamente necessário até ter a superior capacidade de perdão.
La Salet

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