Hoje ouvi dizer por aí, num qualquer cinema do norte que existimos para ver partir aqueles que amamos e só aí percebemos a importância que tiveram na nossa vida. A questão que se me colocou foi: "é mesmo necessário?". Não acredito.
Quem passa por nós vai marcando a cada dia que passa, seja ou não de forma positiva. Vai-nos oferecendo, dia após dia, um pedacinho de ensinamento, momentos agradáveis, desagradáveis e uma cota parte de inesquecíveis. Marca sempre, seja dentro do coração, à porta ou até no terraço.
Falou-se também do tempo. No caso em questão desse inimigo que seguia em sentido contrário, sendo comum numa única altura da vida. Ora, neste mundo em que vivemos, o tempo corre sempre no mesmo sentido mas, de facto, há uma única altura da vida em que nos encontramos: "o" dia, "o" ano, "o" sempre. E é esse o momento que tem de ser vivido até à exaustão, venha quando, quem ou o que vier.
É isto que me torna mais eu. É nisto que vou pensar quando soarem as doze badaladas e a Cinderela voltar a casa. Ao nada. À tábua rasa.

Sem comentários:
Enviar um comentário