Há coisas que me chateiam. Vivi uns meses em Coimbra, e numa das minhas regulares idas ao Porto tentaram assaltar-me. Normal, numa cidade onde tanto se fala da criminalidade.
Há mais de um ano e meio que vivo no Porto e nunca tive uma abordagem nesse sentido, talvez porque vivo numa zona calma e movimentada. Foi preciso voltar à pacata Coimbra para que me roubassem o porta-moedas. Sem dinheiro. É verdade. Mas com quase todos os documentos. Tive a sorte de ter deixado a carta de condução guardada à parte.
Tenho de vos agradecer, queridos bailarinos de kizomba, pela ida vã à loja do cidadão, pela outra ida com um familiar directo que pudesse testemunhar que eu efectivamente existia, pelas horas lá perdidas, pelas perdidas noutras instituições. E pelo incómodo que ainda me causam, só de pensar que ainda tenho de ir a lojas e livrarias pedir um novo cartão, que ainda não posso levantar dinheiro e que tenho de andar sempre prevenida. Já nem falo nas recordações de cinema, fotografias que por lá paravam, números de telefone deixados no comboio e coisas que tal. Sem mais, um muito obrigada.

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