
Se há coisa que me chateia é o uso da expressão "não sei". E só o constatei há pouco tempo, embora seja coisa antiga. É uma das formas mais egoístas de agir que conheço, já que nos faz sempre estar dependente de uma resposta que às vezes nem vem por preguiça. Passo a falar de alguns "não sei" que passaram na minha vida.
Tinha um ex que sempre que lhe perguntava se queria ir a algum lado, com antecedência, nunca sabia. Normalmente até acabava por ir, mas aquela falta de certeza dava comigo em louca. Era daquelas coisas que me fazia perder a vontade de ir, e a vontade de posteriormente lhe fazer qualquer convite. E quantas vezes me chateei à custa disso. Mas não aprendeu. Tive de aprender eu com o tempo e, mais tarde, desistir.
Tinha um ex que sempre que lhe perguntava se queria ir a algum lado, com antecedência, nunca sabia. Normalmente até acabava por ir, mas aquela falta de certeza dava comigo em louca. Era daquelas coisas que me fazia perder a vontade de ir, e a vontade de posteriormente lhe fazer qualquer convite. E quantas vezes me chateei à custa disso. Mas não aprendeu. Tive de aprender eu com o tempo e, mais tarde, desistir.
Uma das minhas primas literalmente mói-me. Não sabe se ao lanche quer pão com queijo ou com manteiga, se há-de beber iogurte ou batido, se há-de usar a chávena dos meninos ou a da vaca. E nós (eu e a minha irmã) à espera. Quando vai às compras connosco somos nós que temos de escolher as peças que ela deve ver. Se precisa de sapatos não consegue saber de quais gosta mais, se precisa de uma camisola não sabe bem qual é a cor que deve levar, se precisa de calças não sabe se leva as mais escuras ou as mais claras. Um verdadeiro tormento!
Uma das minhas melhores amigas também padeceu há pouco tempo desse mal. Apaixonou-se quando achava que tal não seria possível e parou-lhe claramente o cérebro. Não sabia se o queria ver ou não, já não sabia se queria ir ter com os nossos amigos de sempre ou ir ao sítio onde ele estava, se havia de beber ou não, não fosse dizer-lhe algo errado. Outro martírio! Até ao dia em que depois de um dia muito cansativo houve um mal entendido, um "não sei" extremamente irritante, uma zanga das sérias e o "não sei" acabou.
Estas são as situações que realmente me irritam porque me disseram respeito. Mas não são as únicas. Irrita-me todo e qualquer tipo de indecisão que seja prejudicial para os outros. Vamos lá a ter respeito pelo sistema nervoso do próximo.

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