De repente vieram-me à cabeça as tardes de Verão da minha infância em que, debaixo de um calor abrasador, íamos apanhar rosas silvestres. E também aquelas em que apanhávamos amoras daquelas bem escurinhas, que deixavam as mãos pintadas e se alojavam debaixo das unhas pequenas. Andávamos de calçõezinhos ou vestidinho curto e percorríamos as redondezas, enquanto tentávamos evitar o melaço nas mãos. Em casa, a mãe já esperava por elas e punha-as todas num tacho com açúcar, com vista a uma deliciosa compota. E como tinham um alegre e suado sabor aquelas bolachas cobertas de púrpura!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
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