
E já que hoje o dia vai ser de novo quente, relembro os dias quentes de pequena, em que as maçãs caíam das árvores e continuavam a ser aquecidas pelo sol. Eu apanhava-as, passava-as por água e comia-as assim mesmo. Não me importava que pudessem ter lagartas, que pudessem fazer mal por estarem quentes... Nada! Era muito mais inocente, logo descontraída.
E agora relembro o dia em que estava sentada com um monte de maçãs no colo e um senhor me aterroriza com um "ai o teu avôzinho! ai o teu avôzinho!", que naquela altura deve ter feito sentido para ele e para mim. Ora, como se o meu avô que está sempre a falar da importância dos legumes e da fruta, que insiste em contar-nos como ele não gostava de tomates e passou a gostar, se importava que eu apanhasse meia dúzia de maçãs e as comesse, mesmo que me dessem uma valente diarreia ou me fizessem provar uma lagarta, qual Timon e Pumba.

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