Ainda não eram seis horas quando abri os olhos e percebi que lá fora a chuva insistia em cair. Às sete já tinha oferecido a minha mão e dois flocos de neve ao companheiro do lado. Às oito víamos o Douro enquanto imaginava uma noite que era para ser passada na Foz. Depois veio a última discussão, a certeza de que consigo fazer bem, a última leitura que parece querer tirar força. Veio o controlo lacrimal, o sorriso breve, e a lamúria interior contrastante com a luminosidade do que nos rodeava.
Deu-se o abraço final que foi o primeiro de uma nova fase. O primeiro beijo, que foi o último até ao próximo mês, ou quem sabe até depois. Fizemos o caminho que sempre queremos prolongar e continuámos a cruzar o olhar entre os vidros que deixaram de ser transparentes para dizerem "ana" e nos dificultarem a visão. O corredor chegou ao fim e vieram as escadas. Não soube quando chegaste ao fim, porque quando iam a meio vi que a tua cabeça desaparecia. Chegaram as eternas mensagens de que não podemos abdicar nestes dias e que me enchem a caixa de mensagens. Aproximaram-se as últimas, em que sentimos que tudo o que vai cá dentro tem de ser exposto com ansiosa emoção, como se percebessemos que a distância pode não ser momentânea, mas eterna. E eu continuo parada, com riscas verdes e a "ana" a separarem-me do horizonte, enquanto uma mancha amarela,azul e branca se difunde nele e te faz voar.
Deu-se o abraço final que foi o primeiro de uma nova fase. O primeiro beijo, que foi o último até ao próximo mês, ou quem sabe até depois. Fizemos o caminho que sempre queremos prolongar e continuámos a cruzar o olhar entre os vidros que deixaram de ser transparentes para dizerem "ana" e nos dificultarem a visão. O corredor chegou ao fim e vieram as escadas. Não soube quando chegaste ao fim, porque quando iam a meio vi que a tua cabeça desaparecia. Chegaram as eternas mensagens de que não podemos abdicar nestes dias e que me enchem a caixa de mensagens. Aproximaram-se as últimas, em que sentimos que tudo o que vai cá dentro tem de ser exposto com ansiosa emoção, como se percebessemos que a distância pode não ser momentânea, mas eterna. E eu continuo parada, com riscas verdes e a "ana" a separarem-me do horizonte, enquanto uma mancha amarela,azul e branca se difunde nele e te faz voar.

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