Hoje queria desaparecer. De mansinho. Sem que niguém notasse a minha ausência. Desaparecer só porque sim, sem explicações. A seco. Talvez tudo se tornasse mais belo. Tivesse eu coragem.
Tenho a inconstância da lua, a saudade das mulheres que choravam os maridos que partiam rumo ao novo mundo, a vontade dos que amam, a ambiguidade dos que pensam em muita coisa, a imaginação dos inseguros, a alegria dos que têm família, a sorte dos que vivem. Sou tudo e nada. Posso ser princípio e fim. Consigo ser o bem e o mal. Ter o finito e o infinito.
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