Aqui me confesso, eu que um dia mudei de casa e de vida e renasci Merlia.




quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Quem me dera


Quem me dera fazer-te entrar pela janela do meu quarto adormecido, ou até mesmo pela banalidade da porta de entrada, desde que cá estivesses. Quem me dera falar contigo numa noite zen em que me contasses tudo de ti e eu tivesse a capacidade de te aceitar com todas as tuas vivências. Quem me dera também eu poder partilhar as minhas e termos maturidade suficiente para pormos uma pedra no assunto e nos amarmos ainda mais. E como gostava de te poder exibir por aí como se todos os dias fossem de Primavera e todas as noites tivessem o luar do estio. Guardava-te no peito já sarado, tirava-te o coração e curava as feridas uma a uma, com todo o jeito que só o amor traz. Depois voltava a pô-lo no sítio e cosia-te o peito num bordado de Viana, para que a cicatriz fosse mais do que isso mesmo. Sim, queria era ter-te aqui. Tudo o resto é conversa.

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