Aqui me confesso, eu que um dia mudei de casa e de vida e renasci Merlia.




quinta-feira, 11 de março de 2010

O que eu um dia gostava de ter escrito

Por cada vez que eu digo que as mulheres não são umas cabras com as outras, acontecem-me três ou cinco coisas que me fazem engolir as minhas próprias palavras. Como em tudo, há que não generalizar. Uma coisa posso dizer, as "santinhas" são raras e começo por mim que tanto posso ser um doce como gastar horas a cortar a casaca ou no corte e costura. Mas eu tenho príncipios, pelos menos tenho os meus princípios. Um deles é não alimentar o ego de homens comprometidos, nem falo de ensaiar um flirt ou a heresia de ter un caso com o estafermo. Eu respeito, até o mais ténue estilhaço de compromisso que duas pessoas tenham e desprezo, verdadeiramente, quem prefere atirar areia para os olhos e pensar que está bem, que pode ser certo ou compreensível num mundo paralelo meter-se no meio de uma relação onde estamos a mais. É óbvio que a mulher/namorada não os entende - canalha. É óbvio que ela lhes faz a vida um inferno - os sacanas não sabem por a roupa suja no cesto? Uma relação tem altos e baixos e se houver sempre à espreita uma serigaita para lhes passar a mão pelo o pelo, dificilmente o estupor se vai dar ao trabalho de fazer melhor. É mais fácil sair de casa e vender a sua porcaria noutra freguesia. O pior é que quem fica para trás pensa que fez algo de mal, que podia ter cuidado mais, que podia ser mais bonita, mais magra ou mais interessante. Curioso é que quando eu olho à minha volta, as ditas chanfradas das mulheres que eles não podiam aguentar mais foram trocadas por vaquinhas de beira de estrada, galdérias com metade da classe, estilo e inteligência das anteriores. Mas claro, estou a generalizar. Estes homens de que eu ouvi falar são normalmente uns miseráveis complexados com pelas conquistas da mulher que os escolheu. Eu não consigo sequer ter pena delas. Tenho a certeza que lhes vai sair melhor na próxima rifa!


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