Aqui me confesso, eu que um dia mudei de casa e de vida e renasci Merlia.




quarta-feira, 17 de março de 2010

Se partires não vou chorar
Nem pensar em tudo que foi
Se ficares serás miragem
Que não mata mas corrói
Serás vislumbre do caminho
Deslumbre da utopia
Que ao longe, tão longe
Criei, só
Um dia

Irás de mãos cheias
Coração arrebatado
Possuído até à exaustão
Por essa dor tão revoltante,
Mesquinha e indecisamente sentida,
Duradoura, constante

Tenho a culpa a palpitar
Todo o corpo está gelado
Tenho o sonho a trespassar
O sono que pretendo eterno
Enquanto te venero na imensidão
De tudo o que pedi em vão

Há uma praia depois da linha
Que um dia nos dividiu em dois
Há um adeus a dizer
Um para sempre.

Até depois.

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