Nem sempre custa reaprender a viver. Depois de alturas sofridas, qualquer dor posterior é minimizada pelo calo que adquirimos anteriormente.
É por isso que já não me lamento. Limito-me a ultrapassar o que a vida me propôs e seguir em frente com um sorriso na cara, aproveitando todos os momentos de pausa para reviver o prazer da liberdade.
Só assim as conversas de fim de tarde, com os últimos raios de sol a bater na cara, fazem sentido. No meio da tranquilidade que só se encontra na transição entre dois mundos, sorrimos sem razão vezes sem conta. Há momentos de tão grande doçura que têm a capacidade de se perpetuar no tempo. Mesmo que este faça questão de os tentar esquecer.

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