Há duas ou três músicas que me trazem à lembrança aqueles dias de Inverno, passados no Leste. Vejo a neve lá fora e o sol cá dentro. Vejo-nos a derreter. Com o coração ao pé da boca. O toque suave das tuas mãos no meu corpo, a necessidade de eternizar aquele momento.
O racionalizar do largar o que há em vão, a velha Europa, o gay que poderia ser pedófilo e a bela Helena. Todos sussurravam nas colunas. Pediam-nos para não arrastar o caixão e eu transpunha-o para o momento. Se morresse, era ali que queria ficar. Conservada na neve que tu, qual Eduardo Mãos de Tesoura, mandarias para não me perderes.
Depois do Inverno veio a Primavera. Essa que dizem ser a estação das grande paixões. Não foi.
E depois veio o Verão. E depois do Verão, já não faz sentido voltar a haver Inverno.
Não outro igual.
O racionalizar do largar o que há em vão, a velha Europa, o gay que poderia ser pedófilo e a bela Helena. Todos sussurravam nas colunas. Pediam-nos para não arrastar o caixão e eu transpunha-o para o momento. Se morresse, era ali que queria ficar. Conservada na neve que tu, qual Eduardo Mãos de Tesoura, mandarias para não me perderes.
Depois do Inverno veio a Primavera. Essa que dizem ser a estação das grande paixões. Não foi.
E depois veio o Verão. E depois do Verão, já não faz sentido voltar a haver Inverno.
Não outro igual.
Quando queres entender o que não podes disfarçar
Escolhes não sentir, mas não é tempo p'ra decidir
Escolhes não sentir, mas não é tempo p'ra decidir
Se faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Largar o que há em vão


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