Aqui me confesso, eu que um dia mudei de casa e de vida e renasci Merlia.




segunda-feira, 23 de junho de 2008

É hora de alimentar a alma




Foi numa noite de “Bife Picado” que eu me senti como o bife: picada. Não que estivesse espapaçada. Senti-me antes com a alma moída.
Detesto que me façam sentir. Posso suportar que me façam pensar. Mas pensar no que sinto? Pensar no que não devia sentir? Pensar que sinto para além do que penso sentir? Pensar que sinto mais do que me sinto capaz de sentir? Dá-se o inevitável. Chega de mansinho a moleza do órgão vital. Vem pé ante pé esse sentimento de paz que se apropria de mim. Sim, paz! Transpiro harmonia, perdão, vontade, solidariedade. Desisto das minhas ideias revolucionárias e macabras. Deixei à porta da sala a capacidade de resistência. É em êxtase que ajo! É daquele “terraço sobre outra coisa ainda” que ligo para que possamos partilhar. Só partilhando faz sentido.



“Mas onde tudo morre tudo pode renascer


Em ti vejo o tempo que passou
vejo o sangue que correu
vejo a força que moveu
quando tudo parou em ti
a tempestade que não há em ti
arrastando para o teu lugar
e é em ti que vou ficar”




La Salet

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