A ti que chegas de mansinho num dia de coisa nenhuma e te instalas despreocupadamente. Tu que vens sem ter nada a ganhar e ainda assim decides ficar, suportas o meu silêncio pensativo, aceitas a grafonola que me faz vibrar e me puxas uma gargalhada puxando a tua.
A ti que me abres a porta porque toco à campainha ou simplesmente porque me sentes chegar, me olhas profundamente quando sou vulgar e me dás um abraço infinitamente banal.
A ti que me abres a porta porque toco à campainha ou simplesmente porque me sentes chegar, me olhas profundamente quando sou vulgar e me dás um abraço infinitamente banal.
Que enquanto o mundo for mundo é este o recheio que vem dentro do bombom de chocolate negro.
La Salet

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