Começo a achar que cada geração segue um padrão sentimental. No consultório sentimental a que me dirijo uma vez por mês (leia-se jantar feminino) parece que quase todas padecemos do mesmo mal. O acaba e começa. Não somos aquele grupo em que a toda a hora aparecemos com uma nova e picante história de amor. Somos o grupo em que a qualquer hora podemos voltar com um reincidente e normalmente picante caso amoroso.
Já há muito que não se ouve a pergunta "mas quem é ele?". Todas nós sabemos quem é, como é, como age e por que o faz. E pelo menos uma vez por mês lá estamos nós para contar a nova crise ou a nova reconciliação. Ou lá aparecem eles para mostrar que desta vez está tudo bem.
Mas agora as reconciliações andam a mudar. Este ano passou por cá um vento frio que nos arrefeceu e enrijeceu. Parece que andamos a ganhar coragem para seguir em frente, numa direcção nova e quase desconhecida. Atingimos o nosso ponte de saturação e passámos a dar-nos ainda mais valor. Afinal nós estamos cá sempre umas para as outras. Eles vão e vêm. Ou simplesmente vão.
That's the thing about needs. Sometimes when you get them met, you don't need them anymore.
Carrie, in "Sex and the City"

Sem comentários:
Enviar um comentário