
Domingo de chuva. Conheces-me - trabalho espojado no tapete. As armadilhas da memória. Tu no sofá, um <> acima. Lendo o jornal, preguiçosa e marota, ave de rapina abençoada por este lagarto de sangue já frescote. (...) Os amigos à espera e nós contentes por isso, que bom desejá-los pela companhia e não para disfarçarem silêncios fúnebres que tivessem invadido a relação. (...) O restaurante. A malta. O dono, ele próprio velho amigo. E, como de costume, eu dava a alma à tua palmatória - de tão saciado morria de fome!
in "O amor é", Júlio Machado Vaz

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