
É ainda surpreendente como as pessoas deixam que o amor as magoe. Na verdade, não é o amor. Somos nós próprios. Isto do amor é uma boa desculpa. Dizemos o amor como se fosse um limpa-chaminés. E o limpa-chaminés lá anda farrusco a enfiar-se nos funis das casas antigas. A culpa é só nossa. O amor está sentado impávido e sereno num banquinho de jardim (mas sem fumar - o amor não fuma) e de repente passam duas criaturas chorosas e fungonas a dizer: a culpa é do amor. E o pobre coitado lá leva com o peso da dor do mundo. O amor não tem culpa. Somos nós que nos fazemos mal. (...)
in "O sexo e a Cidália", NS nº 182

e quem tem culpa do amor?
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