O tempo passa, o mundo corre, tudo muda. Gingo ao ritmo do que compõem para mim, como parte interveniente sem acção aparente. Perco-me na multidão insignificante que me molda, enquanto me acho na individualidade impensada. Procuro erroneamente a estabilidade enquanto me esquivo nas entrelinhas da vida, na incerteza do futuro, tão estranhamente contrária à certeza saudosa do passado. Questiono, questiono, questiono. E a resposta não surge a não ser tardiamente. É sempre assim nesta realidade de clichés elaborados e destrutivos. Encontro-me na novidade e nela me perco outra vez, para me encontrar numa antiguidade tão familiar e tão minha. E gosto. Oh se gosto! Só não sei realmente o que me faz bem. Não sei o que me fará sorrir na manhã do dia seguinte quando espreitar da janela e me vir no espelho. Nem sei ao certo se me verei ou se verei apenas o reflexo daquilo que fui. Evito o vazio mas caminho para ele a passos largos, cheios de vontade e de uma indeterminação indescritível. Calo-me para os outros e converso comigo em surdina, como se fosse um pecado mortal querer viver, passo a redundância. Digo-me tudo o que ninguém me diz e analiso-me como nenhum outro pode. Vejo-me de dentro para fora, mas não quererei fazê-lo de fora para dentro? Talvez encontrasse uma lógica construtiva...
Where are you going?
Where do you go?
Tell me, where are you going?
Where?
Well, let's go
Dave Matthews Band


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