Não quero falar da lufada de ar fresco que obriguei a atingir-me. Isso significaria dar muito de mim a um espaço anónimo. Mas também não quero falar a quem conheço. Tenho medo que a intensidade dos momentos se perca na fugacidade das palavras. Receio a minha incompetência perante a linguagem verbal, sempre me dei melhor com a física. E não há nada que retrate a complexidade sentimental de quatro dias secretos. Nem mesmo a escrita de que tanto gosto. Por isso vim aqui, apenas para marcar no calendário que não desejo falar desta lufada de ar fresco que, cheia de alegria, digo: trespassou-me.
terça-feira, 9 de março de 2010
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