Aqui me confesso, eu que um dia mudei de casa e de vida e renasci Merlia.




terça-feira, 27 de abril de 2010

Branco



Branca é a luz das imperfeições
que nos apontam no embaraço.
É a frase que não se lê,
a folha produtiva,
a esperança prometida.
É um sem número de sensações
no número restrito da capacidade de sentir.

Branco é a amizade enraizada
no tempo dos amores eternos.
O calor das cores frias,
o conforto da simplicidade
de longos Invernos.
São noite iguais aos dias.
Tardes diferentes na semelhança.
Lusco-fuscos de verdade.

Branco é o espaço vazio
do tempo adverso
que nos acolhe como lar.
A ocupação do Outono
com vontade de ficar.
É a prima que não vem
na fugacidade dos momentos coloridos.
O cheiro que não chega
na absorção dos sentidos perdidos.

É branca a cor da saudade
que transporto no peito,
inspirou-se na tela que ainda não pintaste.
Sabe que um dia morrerá
afogada na profundidade das recordações
que construímos em uníssono.
Gritará como quem não quer arder
quando a lançares ao relento
num gesto lento

lento
lento

De quem se esqueceu de esquecer
e esqueceu de lembrar
e lembrou de perder
num sopro do vento

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