Espreitas da ombreira da porta
Enquanto finjo não perceber que aí estás
Evito esse olhar que me perturba,
Aquece o coração
E tantas vezes me conforta.
Sei que não sabes como começar.
As palavras sempre foram o teu forte
Mas nunca nestas alturas.
Por isso não te quero olhar.
Receio o brilho que me derrete,
O calor que me lembra a morte.
O fulgor que sempre foi o meu fraco.
O teu olhar assusta-me!
Como se de o cruzar, me transforme num caco.
Ergo a cabeça e continuas na soleira
Ombros descaídos, peito flamejante
E quando vislumbro mais do que a sombra,
Sei-o, estou certa!
Esses dois sempre foram a minha perdição...
Mesmo quando cá dentro
Há uma voz me põe alerta.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
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