Aqui me confesso, eu que um dia mudei de casa e de vida e renasci Merlia.




sexta-feira, 20 de maio de 2011

Memórias caladas



Enterrar memórias de um passado remoto, ainda que presente, nem sempre é tão fácil como imaginámos ou sonhámos.
Quando sabemos que quem nos magoou foi para longe, como tanto pedimos, é um alívio. Ao início. Depois é uma confusão de sentimentos e vontades. Vêm os remorsos do que não dissemos nem fizemos. As noites em branco, os rituais silenciosos, a nuvens oblíquas.
Há tanto que ficou por dizer e provar. Tanta coisa que poderia mudar vidas. Houve o adeus em silêncio, encostada as arbustos, sem lágrimas. E a certeza de que o pesadelo não acabou assim.

Sem comentários:

Enviar um comentário