Aqui me confesso, eu que um dia mudei de casa e de vida e renasci Merlia.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Odeio ser ignorada por quem amo e a quem me dedico. Quando falo. Quando faço algo que julgo importante e não ouço uma só palavra. Quando escrevo e não recebo resposta.
A distância que resulta daí torna-se tão grande e inultrapassável.
Tenho a inconstância da lua, a saudade das mulheres que choravam os maridos que partiam rumo ao novo mundo, a vontade dos que amam, a ambiguidade dos que pensam em muita coisa, a imaginação dos inseguros, a alegria dos que têm família, a sorte dos que vivem. Sou tudo e nada. Posso ser princípio e fim. Consigo ser o bem e o mal. Ter o finito e o infinito.
Sem comentários:
Enviar um comentário