Gostava que me sentisses em cada pedaço da tua pele, gostava de correr em cada gota do teu sangue. De me ver ao espelho no brilho dos teus olhos, de me saber em cada pensamento teu.
Gostava de ser a melhor parte da tua manhã, tarde e noite. Ser as festinhas na cabeça, as palavras sussurradas, os beijos no pescoço, o abraço de coração. O abraço com o coração.
Gostava de ser o teu braço direito, mas também a mão, que este amor não se contenta com metades. A beleza, a alegria, o ânimo e o conforto, o colo macio, a manta quente, a crença cega, a emoção constante, a paixão ardente. Ser tanto como os fios de cabelo, o puzzle de mil peças, a enciclopédia mais completa, as estrelas da Via Láctea.
Queria-me na tua vida como a cinestesia que te transporta a casa. A eloquência que te leva ao mundo. E como o quarto onde dormes ao fim do dia. Em paz. O sono dos deuses. Em que me sentes uma.

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