Queria chegar a Campanhã e chatear-me por não ter quem me esperasse. Mandar mensagens insultuosas e ficar com mau feitio. Apanhar o metro e ouvir “Combatentes”. Queria apanhar o frio cortante enquanto me dirigia a ti e poder tocar à campainha. Ver-te com umas calças aos quadradinhos e com aquele maravilhoso ar de sono. Falar-te mal quando me apetecia abraçar-te, deixar que me abraçasses enquanto reclamava por ter vindo só.
“Vou fazer o almoço para nós!”
Mas para quê se perto de ti nem fome tenho? Para quê se não lhe damos o devido valor? Para quê se não vai ser seguido?
E eis que a noite chega. Chega depressa, que o tempo é traiçoeiro. Jantamos e tomamos o nosso banhinho. Chateias-me porque não queres que me arranje. Chateio-me porque tens sempre pressa para sair. (Por que não queres ficar?)
A associação. A bebida, as batatas, os capas negras, a cantoria. A tua voz. Ouço-a e ouvirei vezes sem conta, quando me repetes ao ouvido…
E eis que a noite chega. Chega depressa, que o tempo é traiçoeiro. Jantamos e tomamos o nosso banhinho. Chateias-me porque não queres que me arranje. Chateio-me porque tens sempre pressa para sair. (Por que não queres ficar?)
A associação. A bebida, as batatas, os capas negras, a cantoria. A tua voz. Ouço-a e ouvirei vezes sem conta, quando me repetes ao ouvido…
La Salet

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